
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Picuruta- o maior de todos!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009
O Festival do Arpoador




O Festival Lendas do Arpoador foi um evento épico, a coisa mais importante para a memória do surf carioca já realizado.


sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Lendas do Rio-Campeonatos de surf dos anos 60

Está se aproximando o Campeonato Lendas do Wady, e me lembrei dos
campeonatos dos anos 60.Tem um monte de gente que foi esquecida, gostaria de lembrar de todos, mas não vai dar.

terça-feira, 25 de agosto de 2009
Lendas do Rio- Yllen Kerr


Que eu saiba, Yllen nunca pegou onda, mas foi muito importante para o surf ser aceito e respeitado pela sociedade.
Organizou o primeiro campeonato de vôo livre, junto com o Barriga.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Lendas do Sul-André Johannpeter


OS EVENTOS DA GURIZADA
O veraneio se resumia em surfar e se preparar para o surf.

O surf cresceu rápido na Guarita, tinha um molhe de pedras separando Itapeva, e ainda não existia o leash, então o evento era assistir um surfista cair e perder a prancha que vinha arrastando tudo e todos que estivessem pela frente.
O pessoal hoje não tem noção disso, exigia saber nadar bem, porque sempre voltavam nadando para a praia, não havia outro jeito, era normal cair, ninguém tinha controle daquilo e as pranchas deixavam a desejar, afinal, estavam todos aprendendo.

Este é um dos fatos que marcaram aquele início, pranchas indo parar nas famosas pedras dos molhes e quebrar, consequentemente era preciso remendá-las.
O melhor do surf sempre era na parte da manhã, e a tarde quando entrava o nordestão de verão que tornava o surf impraticável, ia todo mundo à ferragem comprar tecido, resina e cobalto, logo depois iam parar na garagem para consertar as pranchas, tudo era um programão para a gurizada, já fazia parte do preparo como um ritual.
Eles mesmos remendavam, sempre tinha o amigo habilidoso, e colocavam pigmento para o remendo não ficar feio, tinha remendo de 20/30 centímetros, igual a um tubarão mordendo aquelas pranchas. E assim os dias de verão se passavam em função do antes e depois do surf, era uma turma que surfava e iam juntos em tudo.
Outra atividade dessa turminha era preparar a parafina, eles compravam aqueles blocos, derretiam o diabo da parafina quente e depois pincelavam a prancha, e aquilo deixava uma camada que agarrava bem, até que ficava bom, mas era um crime. Só existia parafina e vela, mas vela não funcionava então, o jeito era improvisar com o que tinha.
O APOIO DAS MÃES
Torres era uma praia relativamente pequena nos anos 60, as mães eram amigas e se revezavam para cuidar e dar carona para essa gurizada, a Luiza, mãe do Alemão Caio, vinha num Jipão e levava a turma, a Érica, mãe do André, a Marília, mãe do Massa, e outras mães também participavam dessa rotina, e ninguém queria sair da praia, às vezes passavam o dia inteiro surfando, o maior limitador era o sol do meio dia, obrigava o pessoal a ir embora, mas voltavam depois das quatro, e essas mães tinham o papel fundamental de levar e trazer, foram grandes incentivadoras, e também porque elas gostavam daquele movimento todo de pegar uma prainha.
Alguns nomes da gurizada
Os irmãos Massa, Pingo e Leonel Obino, o Ziza e o Marcelo Mottin “Negão”, o Carlos, o Kito que era um pouco menor, o Claudio e o Cristiano Johannpeter, o Dado Bier que era um pouco menor, o Titino. Tem muita gente...
Legendas para as fotos
Foto: Massa na Guarita de macacão quem quem e pranchinha forrada com tecido, os dois tinham a função de proteger a barriga das assaduras
Foto: turminha em Torres – Muito pioneiras, a coragem das mães deixarem esses piazitos surfarem naquela época.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
O Surf virou moda!



"O Arpoador era referencia, lançou moda e formava opiniões.
A primeira geração de pranchas foram as "portas de igreja" .
As manobras eram dropar e cortar, os surfistas endeusados eram Jorge Americano, Gilberto Laport e Paulinho Macumba.
A segunda geração foram as madeirites de compensado naval quando já se pretendia ficar no ponto mais critico da onda e eram esboçadas algumas manobras para se manter nas paredes das ondas.
Aí se formou uma turma enorme, os que migraram da porta de igreja para madeirite, e os novos como Mucio, Ronaldo, Barriga, Paulo Salsicha, Bruno Hermani, Charuto, Galdino, Mudinho, Rico, Tito Rozemberg, Betinho, Mario Bração e o Piui, Cyro, Tuty Canud, Ronald Maisa e outros .....
Apareceram surfistas artistas como Marcos e Paulo Sergio Vale, e as surfistas mulheres, Fernanda Guerra e Maria Helena.
Eu e um garoto que morava na San Romã (o Perseguição) estávamos quase que ao mesmo tempo shapeando nossas pranchas também.
Conseguimos comprar blocos de isopor mais denso,colamos longarinas de madeira com comprimento de 10 pés.
Arduino fez 2 cavaletes e montou na praia do Arpoador ao lado da antiga estação de rádio, por ser mais protegido do vento leste, ali ele foi fazendo tudo, desenhou a forma, cortou o contorno e com ralador de coco foi dando o shape da prancha.
Comprou tela de fibra de vidro, e então começaram os testes, o problema é que a resina poliester derretia o isopor.
Alguém deu a ideia, porque vcs não vão na "Bayer", eles tem resinas e poderão ajudar.
Eu e Arduino fomos muito bem atendidos e nos deram uma aula, poderíamos isolar o isopor com epoxy e depois sim fibra e poliester, e até usar qualquer tipo de fibra sem ser fibra de vidro, como algodãozinho ou canhamo.
Compramos alguns galões de epoxy e voltamos felizes.
A resina não secava, não sabiamos como fazer, imaginávamos que com o tempo secaria (sic..). Após a fixação da quilha realmente parecia uma prancha de surf (visto de longe).
Bem, era melhor deixar no sol para secar.
A minha prancha estava na sala de jantar da casa de meus pais, apenas o isopor e a lomgarina colada, não sabia ainda que contorno daria, a do Perseguição laminando mas não estava pronta ainda.
A do Arduino prontinha só que não secava e tinha varias coisas grudadas nela.
Neste ponto apareceu um gringo tentando surfar com uma madeirite emprestada, as condições não era das melhores, estava ventando um pouco de sudoeste.
O Arduino que falava bem inglês se aproximou, começaram a conversar, o cara tinha vindo do Peru, surfou lá e veio para o Brasil por Sta Cruz, Mato Grosso. Foi para o nordeste e veio descendo a costa para ver se tinha potencial de surf até chegar no Rio. Foi para Copacabana e lá viu um garoto carregando uma madeirite, ele seguiu o garoto e chegou no Arpoador.
Era o PETER TROY.
Tinhamos visto no noticiario do jornal no cinema Roxy um campeonato em Biarritz na França em que o Australiano Peter Troy tinha ganhado o campeonato.
Era ELE!
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Lendas do Rio- Roberto Valério
Ele era cria do Yso Amsler, que o descobriu na Urca e colocou nas ondas de Saquarema, onde conquistou o título de revelação do ALA MOANA de 1976.
o resto, foi história que ele mesmo escreveu:
vários campeonatos nacionais e internacionais, empresário de sucesso, junto com Mauro Taubman, da Company, fez a Cyclone, de surfwear, depois a Neutron, de pranchas, um cara sério.

