segunda-feira, 27 de abril de 2009

Lendas do Rio-Paulo Proença/WAXMATE




O RATO.
Paulinho é das personalidades mais hilárias do mundo do surf.
Toda vez que me cobra de não estar no lendas, eu o sacaneio dizendo que quando fizesse o lado negro do Surf, iria abrir com ele.
Tem um pouco de verdade, Paulinho é personagem de muitas estórias cavernosas, a melhor pra mim, do apartamento do Lipe, mas não vou contar, estas estórias só ao vivo.
Quem conhece vai rir só de lembrar.
Na verdade, eu o estava guardando para contar a estória da WAXMATE. E por tabela, de uma das Mecas do surf, Saquarema.
Ambas estão interligadas, WAXMATE e SAQUAREMA são quase sinônimos, e Paulinho é fundamental em ambas.
Ele, Otávio Pacheco e o Zeca Proença fizeram a primeira fábrica de parafinas, sob a "licença" da WAXMATE.
A fábrica era em Saquarema, proporcionou uma razão para estes caras morarem lá, foram os primeiros locais, fora o Penho, e vários amigos e agregados gravitavam em torno, desde o Relson Gracie, ao Evandro Mesquita.
Desta mistura sairam desde o Jiujitsu pra surfistas, até Você Não soube me Amar, do Zeca e do Evandro, com a BLITZ.
Estou esperando até agora pelas fotos da fábrica e da parafina, então vou postar sem mesmo, que depois aparece.
Na foto, Serginho, Xuxa, Rato e Otávio, no Pier.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Lendas do Sul- Mario Pettini

Por Cris Engler

Mário foi o primeiro fabricante de pranchas do Sul, e acaba de nos deixar, no dia 29 de março.

esta é uma homengem póstuma a ele.


MARIO PETTINI

PIONEIRO DA INDÚSTRIA DE PRANCHAS NO SUL


Mario Pettini nasceu em 1926, e no domingo de 29 de março de 2009, se despediu da aventura de viver deixando saudades, não apenas pela ausência, mas pelo que representou como ser humano e como exemplo de homem em busca constante do saber.

Tive o privilégio de conhecê-lo, e às vezes que conversamos vi nele a importância do aprender, de estar sempre buscando, era uma pessoa que prendia as atenções e tinha prazer no que fazia.

Marcamos de nos encontrar no dia 30 de março, quando ele me entregaria um texto sobre algumas passagens da sua vida relacionadas à origem do surf no sul, o encontro não chegou a acontecer, pois no domingo ele já havia partido. Foi por intermédio de seu neto Felipe Pettini que recebi a notícia. Tive a sensação de tristeza por não ter me despedido dele, mas ao mesmo tempo senti uma alegria por ter tido a oportunidade de compartilhar um pouco da sua história. O que ele escreveu caiu como um presente para todos os apaixonados pela história do surf.


O MARCO INICIAL DO SURF NO SUL

No fim da década de cinquenta, Mario Pettini estava estabelecido em Porto Alegre, onde tabricava pequenos barcos em madeira compensada que revestia com tecido de vidro e resina epoxy. Tanto a resina como o tecido de vidro era Ciba. Desse relacionamento surgiram convites para assistir seminários sobre o uso de plásticos reforçados na fabricação de modelos de fundição e ferramentas de estamparia, o que abriu um leque de conhecimentos.

Em 1962, o chefe da divisão de plásticos da Ciba no Brasil, o chamou para fazer um estágio no laboratório de desenvolvimento de produtos na Basiléia, onde aprendeu muito.

Logo após a volta da Itália, Mário foi procurado por Jorge Gerdau Johannpeter, sabendo de sua experiência com resina, com a pergunta:

Meus irmãos e eu acabamos e experimentar umas pranchas havaianas, tirei fotos para referência, será que poderias fazer igual?


Mario acabou concordando e desta tentativa surgiram as primeiras pranchas de fibra de vidro feitas pelas bandas do sul.

Na verdade as pranchas eram toscas, mal acabadas, grandes e pesadas, mas refletiam o pouco que na época se sabia de tecnologia de fabricação.


AS PRIMEIRAS PRANCHAS FEITAS POR ESTAS BANDAS

De posse das fotos Mario foi à oficina de modelos para fundição do Fileno Vizentin, pedir-lhe se poderia fazer um protótipo. Ele pensou, coçou a cabeça, e terminou concordando.

O modelo, feito em cedro, ficou lindo. Se seu peso não tivesse ficado alto, teria sido usado como prancha, tinha um acabamento perfeito, madeira de primeira.

Deste modelo fizeram um molde em fibra de vidro, na verdade dois moldes: um para o dorso e outro para o ventre. Nestes dois moldes fabricaram as cascas que seriam as paredes externas, e no espaço interno injetaram a espuma de poliuretano.

A primeira peça foi perdida. A experiência em lidar com a espuma era pouca, a pressão dela contra o molde foi muito grande, os grampos de fechamento não resistiram à força de expansão da espuma, da qual a maior parte jorrou para fora do molde. A partir deste experimento, reduziram a quantidade de material, reforçaram os grampos e daí para diante elas foram ficando pouco a pouco melhores.

Fez pranchas para seus filhos Paulo e Roberto, o Fernando Sefton surfou também com pranchas Pettini. Esporadicamente vendeu algumas pranchas, mas na verdade a qualidade deixava a desejar



.

DEWER WEBER

Assim foi até novembro de 1968, quando Mario, que na época era piloto, foi buscar um avião nos Estados Unidos, lá acontecia a Feira Mundial de Plásticos em Chicago. Nesta feira conheceu uma firma da qual terminou se tornando representante para o Brasil. O Dono, porém disse que só daria a representação se, ao terminar a feira, ele visitasse sua fábrica em Los Angeles. Concordou, mas perguntou se ele conhecia um fabricante de pranchas de surf para que pudesse visitar e ver como eram feitas.

A resposta foi positiva, disse que conhecia o Dewer Weber. Assim conseguiu passar um dia em sua fábrica. Dele comprou uma prancha que terminou servindo de modelo para as demais que passou a fazer. Diga-se de passagem, que Dewer é considerado até hoje um dos grandes da história mundial do surf.

Nesta altura da história as pranchas já tinham baixado de tamanho. A fábrica de pranchas Pettini foi descontinuada.

O imposto de consumo passou a taxá-las como barcos – e seu preço tornou-se proibitivo.

Os fabricantes de fundo de quintal passaram a tomar conta do mercado.

Mario veraneava em Atlântida, nunca conseguiu surfar bem, o que o motivou a mudar de esporte, o filho Paulo também não quis continuar, mas o filho Roberto e mais tarde o caçula Luiz continuaram surfando por anos e até hoje a família mantém a tradição do surf com os netos Felipe, Marcus, Ricardo, Rodrigo e Antonio Pettini.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Lendas do Rio-André Pitzalis


André foi dos maiores surfistas de sua geração, um cara de personalidade forte, cativante.
Foi protagonista de um dos primeiros anúncios de TV focando o surf, da Pepsi se não me engano, pegando altas ondas em Saquarema.
Era um cara despojado, bem largadão, uma vez, chegando no Hawaii da California, sem prancha como sempre, pegou uma emprestada em Haleiwa, os caras não o conheciam, deram uma daquelas guns antigas que ficam na praia.
Ele arrepiou tanto dentro dágua que quando saiu, já tinha prancha da Budweiser pra ele, patrocínio de cervejas no kiosque, e uma legião de fans.
Este era o André, amigo do peito.
Quando vi esta foto, junto com o Pipi, que também já se foi, bateu uma emoção forte, e lembrei, que na última vez que nos vimos, ele namorava a Rose de Primo.
Isto já é razão suficiente pra estar no Lendas.
Saudades André.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Lendas da Bahia- Zé Alberto Catarino



vamos falar de um dos primeiros ídolos baianos, José Alberto Catarino, sem dúvida o surfista mais habilidoso da bahia na década de 1970.
Zé começou a surfar na praia do barravento, de peito e madeirite, como a maioria dos pioneiros baianos.
Em 1967 testou seu primeiro pranchão no farol da barra ,uma São Conrado que veio do Rio.
Antes de começar a surfar Zé não se lembra de nenhum outro surfista, só os irmãos Muller passando com pranchas em cima do carro.
Durante quase uma década ele dividiu com Alex Cunha Guedes as honras de melhor surfista da bahia.
Seus parceiros eram jorge e almir moraes, alex, ze valter, ernane, nazareno, tourão e muitos outros.
Em 1970 viajou com almir e jorge até Saquarema onde surfaram ondas incriveis e descobriram que no sul era necessário roupa de borracha, coisa impensável na Bahia.
Em 1971 fez o segundo surfari, sendo responsável pelos menores.
Junto com alex, ze valter, braulinho, guelez, ernane e alemão descobriram as ondas do sul, na praia da guarda, imbituba, joaquina e começaram o intercâmbio com a galera do rio, carlos mudinho, ze mudo, maraca ,gatão, iso, e outros.
ze alberto se tornou piloto de testes das pranchas Haty ,que dominaram o mercado baiano. Depois virou sócio da marca na mudança para o rio de janeiro, onde virou JL.
ze sempre foi um inovador e tentava nas pranchas haty todo tipo de novidades , inclusive biquilhas, triquilhas e 5 quilhas testadas no início da década de 70 por ele e braulinho.
Zé foi o maior idolo da minha geração, pois reunia tudo que nós queríamos ser:
era universitário, namorava as meninas mais bonitas, tinha os carros mais modernos, morava em uma das casas mais bonitas e ainda por cima era o melhor e mais atualizado surfista da sua geração.

um grande abraço e muito aloha,

Lapo


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Lendas do Sul- Alemão Caio




























Por Cris Engler




" O mais importante do surf é a diversão, o esporte, o contato com a natureza, o mar, deslizando na onda, o mar passando por cima da tua cabeça, pegando um tubo, essa sempre foi para mim a maior diversão". Alemão Caio


A praia da Guarita, em Torres foi o berço do surf no Rio Grande do Sul, lá surgiram os primeiros nomes do surf gaúcho, e Caio Chaves Barcellos, o Alemão Caio, é um destes nomes que começou as suas manobras naquela bela praia do litoral norte do estado.

Ainda menino, Caio já gostava de pegar jacaré e "cortar" as ondas com as planondas de isopor. A planonda era a grande sensação daqueles verões de 66/67, na praia da Guarita. As crianças pintavam, forravam com tecidos coloridos, colocavam quilhas, era a diversão da garotada.

No verão de 1968, com 11 anos, Caio ganhou a primeira prancha de surf de presente de Klaus e Jorge Johannpeter, a prancha era enorme, uma das primeiras São Conrado, devia ter uns 12 pés, mono-quilha, na época era tudo mono-quilha, pesada pra caramba, para carregar precisava de uns quatro guris que mal conseguiam aguentar o peso. O pai, Pedro Chaves Barcellos pagou contrariado 200 cruzeiros aos irmãos Johannpeter, porque não queria que o filho pegasse ondas.
Foi ai, que Caio começou a pegar gosto pelo surf, na mesma época que Roberto Bins Junior, Lale, Alizinho, Marco Antônio Silva (filho do Dirceu Silva), Paulinho e Mico Sefton, o Mico era menor, o próprio pessoal mais velho, Jorge, Klaus e Fritz johannpeter, Fernando Sefton e Valdemar Bier, foi ali que começou, onde se formou o que hoje todo mundo chama de galera, se formou ali um tipo de família, que no final de semana se reuniam, pai, mãe, filhos, primos e amigos, era uma turma enorme, tudo muito diferente. Caio relembra "O surf era clássico, mais free surf, o real espírito do esporte, que é ir à praia, ficar pegando ondas com os amigos em um lugar bom, curtindo tranqüilo". E assim se passavam os dias na Guarita, todo mundo se conhecia.
"As melhores lembranças é de poder ter vivido e passado por aquela época". Finaliza Caio.
fotos: Caio Campeonato de surf Gaúcho Guarita/ Torres Fotógrafo Neni Ribeiro
Caio no Hawaii arquivo pessoal
Caio campeonato gaucho de surf Torres Guarita fotógrafo Vitor Teixeira

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

lendas do Rio-Cauli Rodrigues




Cauli foi o primeiro surfista profissional que eu conheci, no sentido de levar a coisa extremamente á sério.
Ele foi o primeiro cara a treinar, a praticar surf como uma atividade sistemática.
Antes todo mundo pegava onda, uns tinham mais talento que outros, mas ninguém levava muito á sério.
Hoje, depois de ver o Bursting down the doors, acho que a coisa mudou naquele ano de 1974/75 no Hawaii, e depois se espalhou pelo mundo.
Os caras começaram a se levar a sério, a querer levar a limites ainda não alcançados, a ganhar grana, a ser atletas profissionais.
Cauli simboliza isto pra mim, sua obsessão, seus treinos, foram recompensados por ser um dos mais inovadores surfistas brasileiros de todos os tempos, e um dos mais ganhadores também.
durante quase uma década, nos anos 80, ele dominou a cena competitiva.
Até hoje, ele é extremamente obcessivo.
Na última vez que eu o encontrei na praia, eu estava chegando no Posto 6, o sol nascendo e ele já voltava a pé do Arpoador, reclamando do crowd.
Caramba, era menos de 8 da manhã, e o cara já estava voltando pra casa?
Ele surfa de madrugada.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Lendas do Rio-Relson Gracie


Relson é o segundo filho do patriarca Hélio Gracie, criador do jiu-jitsu brasileiro.
Vem depois do Rorion e antes do Rickson, Royler, Rolker e Royce.
ele começou no jiujitsu aos 2 anos, aos 10 já competia, foi campeão brasileiro por 22 anos consecutivos. Daí seu apelido de campeão.
Relson é responsável por uma mudança muito importante na cultura surf.
A mistura com a cultura do jiu-jitsu.
Tudo começou numa estória que eu ainda não entendi muito bem, quando os Gracie foram ao Arpoador e bateram em todo mundo que estava na praia naquele dia.
Foi assim que os surfistas ficaram conhecendo o jiu-jitsu, que na época era a família Gracie e seus alunos.

Depois, Relson começou a surfar, ficou amigo do Paulinho Proença e do Otávio Pacheco, passou a frequentar a casa deles em Saquarema, a sede da famosa fábrica de parafina WAXMATE.
Eles trocavam aprendizados e filosofias de vida.
Os surfistas ensinavam o Relson a surfar, ele os ensinava a lutar. Logo todo mundo estava no jiu-jitsu, até o Peti.
Por incrível que pareça , Relson me disse outro dia que os surfistas eram muito brigões, que ele os acalmou um pouco...
Verdade seja dita, nesta época no Rio, tinha várias turmas de rua, a da Urca, da Barão, do Leblon, que viviam se engalfinhando em festas. Claro que os surfistas faziam parte delas também.
Segundo ele, os lutadores deram um jeito nisto, acabaram com as brigas de rua.
O certo é que depois dele, vários lutadores viraram surfistas e vice versa, inclusive o Rickson, Pedro Bataclin, Evandro 7.000, e muitos outros.
Relson vive há 20 anos no Hawaii, onde ensina luta para os policiais, os marines, e ajuda muitos brasileiros ameaçados.
Tem uma estória dele salvando o Mobral do Bradshaw que é clássica, mas deixo pra outro post.
Relson é uma figura doce e divertida, mas que ele mesmo alerta, nada tem ver com o faixa preta e vermelha 9 dan, quando está no tatame.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Conexão Sul 1: Pedro Chaves Barcellos



O surf no sul deu seus primeiros passos no início da década de 60, e foi a grande sensação que mudou de forma definitiva os hábitos de muitas famílias que difundiram e fizeram do esporte seu estilo de vida.

Através de relatos deixarei no Lendas do Surf, um pouco dessa história para todos que carregam na alma o espírito do oceano.

Abrindo a conexão com a origem do surf no sul, trago um relato dos anos 70, de Pedrinho Chaves Barcellos, que faz parte de uma das famílias mais incentivadoras do surf, os pais Pedro e Luiza, a irmã Marieta, que serão citados em memória, o tio Duche, o Nick e o Alemão Caio, logo estarão aqui também com um pouco de suas aventuras.

Por Cris Engler

Estudar e Surfar é uma questão de pés

Na entrevista de Pedro Chaves Barcellos, um detalhe que vai fazer muita gente voltar no túnel do tempo aos anos 70, foi sobre a fase de vestibular, quando ele, com 17 anos, André Krebs e o Chiquinho, da turma dos “Metralhas”, foram morar em Florianópolis para estudar, ou será surfar e estudar, não sei ao certo. Contou que uma coisa que ele nunca esqueceria na vida, foi que na sala de aula estudava ele, Serginho Leite, Antônio Catão, mais um paulista, o Zé Maria, os quatro sentavam no fundo da sala, e não tinha internet para saber das previsões da ondas, só sabiam que o mar estava subindo, ai no meio da aula aparecia o Perdigão na porta e sussurrava que tava 8”pés perfeito, ninguém falava nada, só se olhavam, fechavam os livros, levantavam e saiam, quer dizer, essa era a realidade deles. Estudar e surfar era só uma questão de quantos pés?

Texto retirado da entrevista de Pedro Chaves Barcellos

fotos do Pedro no Campeonato de Imbituba, Turma dos Metralhas e atolado na areia em 77.

Conexão Sul: Cris Engler


A Cris Engler está fazendo um trabalho fantástico, levantando através de entrevistas e fotos a História do surf no Sul do Brasil.
Ela é de Porto Alegre, mas seus relatos vão do Rio Grande do Sul até Santa Catarina, que desde os anos 70 se tornou uma espécie de MECA do surf, onde surfistas de todos os estados iam uma vez ou mais por ano.
Neste território neutro se encontravam baianos, cariocas, paulistas, paranaenses, gaúchos, e claro, Catarinenses, para trocar influências, formar amizades, e algumas disputas, claro.
Agora o Lendas se torna mais nacional, com os relatos da Cris, nossa correspondente no sul.
Seu livro se chama Origem Surf no Sul.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Conexão Bahia 1: Familia Moraes



Estou iniciando a postagem dos Icones da Bahia, selecionados pelo Lapo.
Como sempre, estamos abertos á críticas, sugestões, contribuições, etc
Fico feliz pelo Lapo ter começado por esta família, são pessoas que tem enorme importância na cultura surf, inclusive pelo que fizeram no Rio. Ai vai o texto do Lapo:

Sem duvida a familia de seu Gabriel Moraes, Jorge e Almir foram as pessoas mais influentes do inicio do surf na bahia. Foram um marco para a época, ao fazerem pranchas no final da decada de 60, entre 68 e 69 em Amaralina.
Seu Gabriel surfava de vez em quando, já com cabelos brancos, Almir era engenheiro quimico e Jorge a alma da oficina.
Eu ainda pegava de isopor pintado para não assar a barriga, e via seu Gabriel passando num furgão com uns caras enormes, Tourão, Champrão, Ze Estanque , Jorge e Almir, para surfar no Farol da Barra, onde nesta epoca ja surfavam tambem Zé Alberto Catarino, no Rio Vermelho Jorge Rupsell de madeirite com Camara e Roberto Fadul e mais alguns poucos na Barra, na Graça e na Pituba. Eram nossos ídolos, garotos maiores, com pranchas enormes e pesadas.
Alguns deles nos deixavam experimentar o madeirite quando estavam cansados.
Conheci a familia de seu gabriel e passei a ir muito na oficina deles.
Eles não deixavam a gente ver como eram feitas as pranchas, somente Braulinho, que consertava pranchas pra eles tinha acesso à oficina.
Eles também expandiam blocos e rapidamente fizeram a transição dos pranchões para as mini models.
Minha primeira prancha já tinha forma de pranchinha, tinha uns 8 pés e foi comprada em 1970 .
Ràpidamente todos os surfistas da bahia compraram pranchas HATY pois era a única forma de evoluir.
Almir, Jorge e o pessoal da Amaralina tinham fama de big riders pois surfavam os outsides do Otche , Caraca, e Quebra Coco, ondas só surfadas por eles na epoca.
Em 72 eles se mudaram para o Rio para expandir o negocio em sociedade com Zé Alberto Catarino, deixando um grande buraco na Bahia.
No Rio patrocinaram o Bocão, já como JL Surfboards, pela primeira vez uma marca de prancha patrocina um surfista com remuneração.
Jorge morreu queimado enquanto shapeava e com isto a JL terminou, pois ele era a alma e a motivacao da fabricação das pranchas.
Na foto, uma bela homenagem a ele na 1 Brasil Surf em 1975.
A familia de Seu Gabriel Moraes e a Haty serão sempre lembrados com muito carinho , saudosismo e reverência por todos os surfistas daquela epoca.
Fiquem em paz muito axé e aloha!




segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Lapo Coutinho



Esta postagem tem um sabor triplamente especial.
A primeira, é que á partir de agora Lapo vai nos fornecer informações sobre os Icones do Surf na Bahia.
A segunda, é que Lapo tem um dos maiores curriculos do surf brasileiro.
E finalmente, porque é um grande e antigo amigo, a quem tive o prazer de conhecer em Salvador, em 1973.
Ai vai um pequeno resumo do grande personagem que ele é:
Extraido de texto de Gabriel Macedo no www.surfbahia.com.br:

Seu início foi em 1967, na praia da Onda, em Ondina.
Seus parceiros eram os surfistas de Ondina e Rio Vermelho (Paciência), nomes lendários como Sérgio Sallenave, Jorge, Fredão, Deca, Cly, Jairo, Thor, etc. Garotos de 10 a 15 anos que no futuro colocariam seus nomes na história do surf baiano.
Em 73 começou a Musa Surfboards, fazendo quilhas, depois se tornou laminador junto a Buga e os shapers Bráulio e Tarquinio Guelez. A Musa foi a maior fábrica de pranchas do nordeste por muitos anos.

Sua primeira vez no Hawaii foi no inverno de 75 / 76.
Em 1981 partiu para o Hawaii definitivamente, só voltou ao Brasil em 89. Morou um ano em Maui e depois no North Shore de Oahu.
Virou o embaixador do surf brazuca. Nomes importantes do cenário nacional freqüentavam a sua casa.
Logo se tornou um excelente big rider. Waimea, Avalanche e Himalaia, vários mares no limite da remada, 20 a 30 pés.
Nessa época fez algo impensável até para os dias de hoje: fechou um campeonato em Pipeline só para brasileiros, O Brazilian Nuts, em março de 88.
Em 1990, voltou à Bahia e fundou a primeira escolinha de surf em Ilhéus.
De volta pro Hawaii em 96, esta lá até hoje.
Foi um dos pioneiros no tow-in junto com Sheena.
Ensinou surf em várias escolinhas em Honolulu e no North Shore; salva-vidas no West Side; eleito por quatro vezes o melhor juiz do Hawaii, de 98 a 2001; técnico da equipe havaiana em dois mundiais da ISA; juiz do WCT e WQS há sete anos, do Eddie Aikau e dos eventos de tow-in, foi chamado para ser head-judge da primeira etapa do circuito mundial de tow-in.
Pai de três filhos - Charles Coutinho, que nasceu no Hawaii e é shaper, ; Lapo Gabriel Coutinho, jovem competidor; e o caçula Manahere Samuel, que mora no Tahiti.
Nas fotos, Lapo em waimea e Chuns Reef.

Um cara como esse tem que ser aproveitado de todas as formas, e nós somos previlegiados por tê-lo como nossa fonte de informações sobre os baianos e outros surfistas em geral.



quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Yso Amsler



Yso é um dos caras mais apaixonados pelo surf que eu conheço, que leva mais a sério um campeonato. Eu brinco com o Wady Mansur, que um dia ele vai descuidar e o Yso vai ganhar um Petrobrás Longboard.
Está no sangue. Yso foi um grande surfista, um cara de uma coragem enorme, perdeu um olho surfando no Hawaii, duas semanas depois, estava na água de novo. Durante muito tempo foi shaper profissional, trabalhou no Peru, no Havai. Fez prancha pra grandes surfistas, Cauli Rodrigues é um.
Viveu de prancha, de surf, viajou muito, até que não deu mais, filhos, etc
Encarna bem o espírito da transição entre o surf antigo, da paixão, com o surf moderno, da indústria.
É um cara de muita raça, muita força, muita coragem.
Hoje trabalha com petróleo, mas sua paixão continua sendo shapear e surfar.
Organiza surtrips anuais onde inferniza a vida dos incautos.
Seus longboards tem as pinturas mais bonitas que conheço, suas fichas de laminação são feitas com a precisão de engenheiro, ele determina até largura de linha de contorno.
Adora campeonatos com a mesma intensidade que eu os detesto, Leva súper á sério. Quando não está no Brasil, pede pra inscreverem seu nome, se não tem mais vaga, vai pra praia esperando uma desistência. Usa os amigos, pede, implora, faz de tudo pra participar.
Meu grande prazer em campeonato é irritá-lo, tentar distraí-lo, mas ele se concentra tanto, que nem ouve minhas piadas. Nem cerveja ele bebe perto das baterias. Seu filho é que fica indignado comigo. Sorte ele não ser brigão como o pai.
Atualmente, ele se dedica ao levantamento de copos de cerveja, mas a determinação continua enorme, se cuida Wady!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Joãozinho Príncipe


Quando eu conheci o João, ele era um moleque magrinho, louro, de cabelos quase brancos, olhos azuis, bem cara de europeu, que ia sempre ao Arpoador com dois caras bem gringos também, com forte sotaque italiano, o Marcello e o Giácomo.
Era uma turma extranha, eles vinham sempre de motorista, com altas pranchas, mas eram caras súper simples, gente boa, e a gente não prestava muita atenção em quem era quem naquela época.
Depois descobrimos que os dois italianos eram condes, e apelidamos o joão de princesa, achei que por ser angelical, nunca prestei muita atenção no fato.
Tempos depois, estava em Imbituba com ele, e notei que os Catão, sempre tão esnobes, ficavam bajulando o João.
fomos andar de lancha, ele levou uma máquina de filmar, daquelas que tinha uma bolsa de couro pra carregar, e na bolsa tinha o nome dele gravado numa tira de plástico colorido .
Eu estava sentando e ele de pé, a bolsa na altura da minha vista, e sem prestar muita atenção comecei a ler o nome que estava gravado nela.
Caramba, o cara tinha todos os nomes que eu estudei nas aulas de história.
Era família real de todos os lados. devia ter uns 10 nomes, todos conhecidos. Eram várias linhas de plástico colorido, todas cheias de nomes. Ai é que me dei conta que o cara era príncipe mesmo!
Muito depois descobri que o pai, com medo que tirassem dele o direito de usar o titulo de principe, registrou o garoto como Principe Dom João Henrique de Orleans e Bragança e etc...
últimamente, só de sacanagem eu o chamo de Principe Dom, este é seu primeiro nome, ha,ha....
Joãozinho era comédia, sómente o surf carioca pra ter um príncipe como ele, simples, doidaço, com um cabelo enorme, mas elegante, fiel, bom amigo.
Agora ficou sério, até rei tentou ser, mas quando estamos sózinhos, é o Joãozinho de sempre.
Nesta foto, João, Proença, Rose e Bento em Saquarema.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Lendas de Wavetoon


Eu sei que tem gente nos achando preconceituosos por só estar postando icones do Rio.
Afinal, cadê os surfistas de São Paulo, do Sul e do norte?
Bom, da Bahia, Lapo Coutinho está me devendo uma lista de icones.
Do sul, a Cris Engler vai me mandar o material para a Conexão de Surf do sul.
Estamos providenciando alguém que organize os icones de São Paulo.
Pra mostrar que estamos abertos a todos os icones do surf, vou postar os legends de uma ilha que acabo de descobrir, o WAVETOON.
Eis o primeiro.

Jonas Dulong:


Desde pequeno freqüentou a arrebentação levado por seu pai, mas só foi descobrir o surf quando os pioneiros começaram a surfar na Praia Grande na década de 50.
Jonas ficava observando aqueles garotos mais velhos se divertindo e logo deu um jeito de arranjar um madeiritte para poder participar da turma.
O cara logo começou a destacar-se pela fluidez e harmonia de seu surf. Jonas fez escola nos anos setenta no Píer da praia Grande e foi um dos primeiros a migrar do longboard para as mini-model. Muita gente em Wavetoon copiou o seu jeito de pegar ondas. Surfar bem para ele significava ter estilo, fazer cada manobra com perfeição.
Foi Jonas que trouxe para Wavetoon a “Escola do Envolvimento” de Bob McTavish, Nat Young e George Greenough. A idéia era, andar mais intensamente por dentro e próximo à crista da onda sem perder velocidade e aproveitando todas as possibilidades.
No fim dos anos setenta ele foi ao Hawaii.
Infelizmente, num dia clássico de Waimea, 30’plus, ele remou numa enorme direita, perfeita e lisa, parecendo ter o domínio total da situação. Foi então que o inesperado aconteceu; uma seção à sua frente fechou e ele foi apanhado pelo lip desaparecendo na espuma.
Atrás desta onda uma série enorme entrou fechando a baía. Nunca mais foi visto...
Pra quem não sabe, wavetoon fica em http://wavetoon.blogspot.com

Otávio Pacheco


Targão, pros amigos, é um cara que está em todos os momentos do surf, sempre em posição de destaque.
Garoto, no Arpoador, já pegava de pé em cima de pranchas de isopor, as planondas, com uma quilha do lado contrário e revestidas de pano pra não ralar o peito.
Depoi foi bom nas maderites, entrava na onda sem pé de pato, andava até o bico, coisa que só o Betinho e mais uns poucos conseguiam fazer.
Foi um grande surfista de ondas grandes no Havai, onde até hoje é respeitado, até amigo do Fast Eddie ele é.
Foi produtor do filme Nas ondas do Surf, do Livio Bruni, onde segurou a maior "onda".
Agora, seu maior feito foi ter ficado um ano viajando de kombi pela América do Sul, Peru e adjacências, na compania do Xuxa (que virou médico nos EU e sumiu), e Paulinho Proença.
Imagina só o que é ficar um ano numa kombi com o Rato?
eu pedi pra ele fotos desta viagem, pelo menos da kombi, e a resposta é totalmente anos 70: A gente não levava máquina, era "Só o sol por testemnunha"!
Esta foto histórica, que eu roubei do site do Yso Amsler, feita por seu irmão, Nando Moura, mostra os finalistas seniores do primeiro campeonato do Pier, 1972, do qual eu fui juiz.
Por ordem, da esquerda pra direita, com seus repectivos lugares no podio:
Betão(3), Vanderbill(6), Yso(2), Maraca(5), Targão(1) e Paulinho Proença(4).

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Paulo Sefton


Conheci o Paulinho Sefton na primeira vez que fui ao sul, 1971 se não me engano, em Imbituba.
Os gaúchos mandavam por lá, Alemão Caio, um monte de gente, e Paulinho se sobressaia por ser o mais maluco, o mais corajoso, o que pegava as ondas maiores.
eu ficava impressionado com ele, bem menino, caindo sózinho na Vila grande, fim de tarde, sem ninguém pra pedir ajuda na roubada.
Agora, o que mais me impressionava era ele dirigindo seu fuscão branco de tala larga.
Um vez a gente estava indo pra Laguna, pela BR, quando paulinho foi fazer uma ultrapassagem pela contramão na curva. Vinha um caminhão do outro lado, por sorte tinha um posto de gazolina bem na curva, ele entrou pelo posto á toda, tinha água e óleo na pista, ele rodou, atravessou o posto girando, saiu do outro lado, consertou o carro e continuou como se nada tivesse acontecido.
Eu vinha logo atrás, só de olhar fiquei tremendo de medo, e ele minimizou depois, como se fosse coisa normal.
Depois vou falar sobre os caras do Sul, a Cris Engler está me devendo a estória do surf lá, mas não posso deixar de falar no Paulinho agora, porque ele fazia parte da nossa turma.
ele continua a surfar super bem.
Esta foto maravilhosa foi roubada do orkut da Rose, grande amiga que morava em Imbituba na época, casada com Bento Xavier.
Nela estão, Sabbá, Sefton (ainda moleque), Macalé, vitor e Ronaldo.Imbituba 76.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Henrich Von der Schulenburg



Espero que esteja escrito certo.
o nome é bem pomposo.
Ou Henrique da Bennet, agora Henrique da Rhyno.

Henrique namorava uma menina que tinha casa perto de mim em Guaratiba.
Ficamos amigos.
Estava sempre lá, em volta de minha oficina.
Ele sempre foi perfeccionista, fissurado, bem prussiano mesmo.
Era um excelente surfista, depois foi morar na California, trabalhou na Gordon& Smith, virou um excelente shaper, voltou pro Brasil e montou a fábrica de espumas Bennet Foam.
As suas espumas são de primeira qualidade, seus plugs de primeira também, trouxe nossa indústria ao primeiro mundo.

Nunca mais foi visto na praia, outro dia o encontrei num campeonato da Prainha, e entendi porque.
Aturar um monte de shapers chatos deve ser dose mesmo.

Ah, Henrique me apresentou á mãe de meu filho, não poderia querer uma mãe melhor, me faz muito grato a ele.

sábado, 18 de outubro de 2008

Bocão


Bocão é um cara entusiasmado, apaixonado pelo surf, que tem vários motivos para ser um ícone desta cultura.
sempre foi fissurado, lembro de um dia em que eu apareci na praia com uma prancha, Bocão era bem garoto, ele viu a prancha e me falou, parece com uma que está na página número tal da Surfer Magazine do mês tal, ano tal. Fui ver e era.
O cara sabia as páginas das Surfers de cor!
Foi o criador do Realce, programa de tv que deu visibilidade ao surf, junto com o Antonio Ricardo.
Depois disto teve vários outros programas, contribuiu para a consolidação do surf na mídia eletrônica, agora tem um canal de esportes radicais, o WOOHOO.

Agora, para mim, sua mais sensacional contribuição foi a invenção da quadriquilha.
A gente precisa aprender a dar valor ao que é criado por aqui.

sábado, 11 de outubro de 2008

hoje foi um dia abençoado!





frase do Wady. Concordo.
O Rosaldo organizou uma homenagem ao Peter Troy, para ser realizada durante o campeonato WQS que se realiza no Arpoador.
A idéia era irmos remando até o pontão, fazer aquele circulo havaiano, etc
Não deu, por motivos técnicos da prova, mas em seu lugar, tivemos uma rodada de encontros e conversas que valeram todo o esforço do Rosaldo.
apareceram por lá o Arduíno, que estava sumido já há algum tempo, Mário Bração, Fernanda Guerra, Wady, eu , Rosaldo, Bocão, Sabbá, Fedoca, Fabio Kerr, Adolfo Gentil, e muitos outros.
Não quero ser exagerado mas durante um bom tempo tinha um monte de repórteres, cinegrafistas e fotógrafos em volta de nós, embevecidos pelas estórias do Arduíno.
Como já disse, não tive contato com ele nos velhos tempos, eu era bem mais jovem, mas sempre o admirei, por sua personalidade única, sua maneira corajosa de viver a vida.
O que era pra ser uma homenagem ao Peter Troy acabou sendo, isto e uma homenagem ao Arduíno.
Foi emocionante ver os repórteres, muito mais jovens, querendo saber tudo da ligação do Arpoador com a bossa nova, com o cinema novo, tudo que efervecia durante os anos 50 e 60.
As repórteres querendo saber das mulheres, era claro o fascínio que ele ainda exerce sobre as meninas, assim que começa a falar com seu jeito calmo e simples.
Eu fiquei como criança, ao lado dele, pra ouvir as estórias.
Até Mário Bração, que é meu guru, ficou menino do seu lado.
Quando me entrevistaram, foi emocionante lembrar que o Penho passou por mim remando na primeira mini model bem ali, no samarangui, onde nós estávamos.
Eu pude ve-lo de novo, como no filme Titanic.
Interessante a passagem do tempo.
eu não peguei as madeirites. Foi a época do Arduíno. Até os longboards.
Quando as pranchas viraram mini, ele parou de surfar.
Foi quando começou a minha época.
Eu não sabia nada sobre o Peter Troy, pouco sobre o Arduíno, antes de começar este blog. Só por isto, ele já vale.
Desculpe Fernanda, se vc não é a primeira surfista mulher, quem é então? Já mudei no blog.
Se pudermos ter outras homenagens como a de hoje, para outros lendas, vai ser o máximo.
Quero poder presenciar.
Para resumir o sentimento do dia, cito o Mário:

Vou embora, chega de homenagens, visívelmente emocionado!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Wady Mansur






Este cara não tem mais idade pra ganhar da garotada, mas se o critério de julgamento fosse qualidade de surf, ele ganhava fácil, em qualquer categoria.
É o surf de longboard mais bonito que conheço.
Wady é um estudioso da estória do surf, das manobras, pesquisa como se fazia uma manobra há 40 anos atrás, treina pra fazer igual.
Eu o respeito muito por isto, acho importante para a nova geração entender de onde vem as manobras, entender a cultura, a arte.
O Wady faz no Brasil o que o joel Tudor faz no mundo, reverenciar a cultura de longboard, senão, vira pranchinha grande.

Sua família está presente em todos os momentos da estória deste esporte, dos anos 70 até agora.
Abriram uma loja MANSURF em frente á loja MAGNO, produziram roupas, parafinas, cordinhas, decks, fizeram campeonatos, enfim, Wady e Fuad estão em todas, sempre.
Além do mais, nada mais engraçado do que ouvir o Wady com Picuruta e compania, narrando um campeonato.

Fico meio deprimido quando vejo campeonato de Legends, caras que surfavam muito, hoje mal conseguem entrar nas ondas.
Wady, ao contrário, é um bálsamo pros olhos, está constantemente evoluindo, seu surf hoje é melhor do que era antes. (ou é o fotógrafo que é melhor?)
estas fotos são recentes!